Óleo de Tucumã Polpa Amazônia 1Kg

Óleo de Tucumã Polpa Amazônia 1Kg

Cod. de Referência: 16005
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  • DESCRIÇÃO

ÓLEO TUCUMÃ (polpa)- TUCUMÃ (Astrocaryum vulgare, Arecaceae)


ÉPOCA DE COLHEITA

DADOS FÍSICO-QUÍMICOS E COMPOSIÇÃO GRAXA

O óleo de tucumã extraído da polpa contém 25,6 % de ácidos graxos saturados e 74,4% de insaturados, representados pelos ácidos graxos palmítico, esteárico, oléico e linoléico. Como ele é rico em ômega 3, 6 e 9, comporta-se como um excelente hidratante sendo empregado em produtos cosméticos para a hidratação da pele, loções corporais e produtos capilares para cabelos danificados. É também um excelente emoliente que apresenta alto poder de espalhabilidade. O valor do “beta caroteno” no óleo de tucumã é mais concentrado do que na polpa, atingindo o valor de 180 a 330 mg/100g de óleo.

 

UTILIZAÇÃO POPULAR

O tucumã possui muitas utilidades, o caroço é utilizado no artesanato, as folhas fornecem uma fibra bastante resistente, que é usado nas cestarias, e a polpa do fruto é consumida em natura ou em forma de um suco denominado “vinho de tucumã”, que é macerada com água e ainda em forma de sorvete. A polpa é altamente nutritiva contém um dos mais elevados concentrações de pro-vitamina A "beta caroteno" (52 mg/100 gr de polpa), valor só igualável à polpa do buriti. Em comparação a concentração de beta caroteno na cenoura é de 6,6 mg/100 gr de polpa. O óleo de tucumã é empregado na cozinha e em massagem.

ECOLOGIA
Esta espécie é nativa da região Amazônica, possivelmente do Estado do Pará, onde tem o seu centro de dispersão, até a Guiana Francesa e Suriname. É uma palmeira característica de terra firme alta, de cobertura vegetal baixa, ou mesmo de campo limpo. Na Amazônia se destacam duas variedades de tucumã, o tucumã-do-parã (Astocaryum vulgare) e o tucumã-do-amazonas (Astocaryum tucumã). A árvore do tucumã-do-pará é menor com 10 a 15 m de altura, regenera facilmente por perfilhar possuindo vários estipes, enquanto o tucumã-do-amazonas pode alcançar 25 m de altura e forma um tronco único. Seus frutos são maiores e a sua polpa é mais carnuda, menos fibrosa e menos adocicado do que o tucumã-do-pará.

A palmeira tucumã é considerada uma planta pioneira de crescimento agressivo, resistente ao fogo com capacidade de rebrotar após as queimadas e, principalmente, que habita as capoeiras e pastagens. As sementes demoram até 2 anos para germinar, crescem lentamente no campo e começam a produzir a partir do oitavo ano. É conhecida a existência de plantadores isolados de dendê (Elais guinensis) que já começam substituir o dendê por tucumã, mesmo sem ter apoio da pesquisa de melhoramento genético dessa espécie. A resistência do tucumã às doenças e a alta produtividade, fazem desta espécie uma solução para a produção de biodiesel, uma vez que os custos operacionais de um plantio ordenado é muito menor do que o do dendê.

O caroço do tucumã-do-para é recoberto externamente de uma polpa alaranjada, de consistência oleosa. Um fruto pesa em média 30 g, atribuindo 34% desse peso para a polpa externa, concentrando de 14 a 16% do óleo em relação ao fruto in natura. Uma árvore adulta pode produzir até 50 kg de frutos por ano, em média 25 Kg por arvore o que corresponde 2,5 kg de óleo da polpa e mais 1,5 Kg de óleo de amêndoa. Em um hectare podem ser plantadas 400 touceiras cada uma com três estipes em media, perfazendo um total de 1.200 arvores, o que daria 4,8 toneladas de matéria gordurosa por hectare, mais do que do dendê que produz somente 4 toneladas de óleo/hectare/ano (supondo uma produtividade de 20 toneladas e um rendimento de 22%). A vantagem do tucumã refere-se ao fato de ser uma espécie que forma touceira, não havendo, portanto, a necessidade de replantio como no caso do dendê.

REFERÊNCIAS UTILIZADAS

ALMEIDA, A. G. et. al:  Beta caroteno na prática clínica, Instituto de Metabolismo e Nutrição,http://www.nutricaoclinica.com.br/beta-caroteno-na-pratica-clinica.html (acessado 17/11/2009)

BORA, P. S. et. al.: Characterization of the oil and protein fractions of tucuma (Astrocaryum vulgare Mart) fruit. 2001, Ciencia y Technologia Alimentaria, Ourense, Espanha, v. 3, n. 2, p. 111-116.

CALVACANTE, P. B.: Frutas Comestíveis da Amazônia, 1996, 6a Ed , Edições Cejup - Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém.

MORAIS, L. : Banco de Dados Sobre Espécies Oleaginosas da Amazônia, não-publicado.

 

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