Óleo de Copaíba Resina Amazônia 1Kg

Óleo de Copaíba Resina Amazônia 1Kg

Cod. de Referência: 16014
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  • DESCRIÇÃO

RESINA COPAÍBA - COPAÍBA (Copaifera spp., Leguminosae - Caesalpinoideae)

ÉPOCA DE COLHEITA

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS E COMPOSIÇÃO DE GRAXAS

A composição química do óleo-resina de copaíba pode ter aproximadamente 72 sesquiterpenos (hidrocarbonetos) e 28 diterpenos (ácidos carboxílicos), sendo o óleo composto por 50% de cada tipo de terpenos. Aos diterpenos são atribuídas a maioria das propriedades terapêuticas, fato comprovado cientificamente. Aos sesquiterpenos é atribuída a fração responsável pelo aroma do óleo-resina de copaíba bem como algumas propriedades como antiúlcera, antiviral e anti-rinovírus. Pesquisadores constataram que o óleo de copaíba apresenta ação antiinflamatória. Esse potencial se mostrou duas vezes maior que o encontrado no diclofenaco de sódio, um dos medicamentos mais utilizados no mercado.

Um dos principais problemas da comercialização do óleo resina de copaíba é a sua adulteração, geralmente com óleo vegetal. Uma das formas convencionais de atestá-la é determinando seu índice de acidez, inferior a 80 mg KOH/g de óleo resina é indicio de contaminação. Quanto menor for o índice de acidez do óleo resina de copaíba, maior a quantidade de óleo vegetal nele misturado. Por sua vez o índice de éster do óleo resina de copaíba pode auxiliar na determinação do tipo de contaminante. Se o índice de éster for superior a 23 mg KOH/g de óleo resina, indicara que o contaminante é material graxo, ou seja óleo vegetal ou de origem animal, se for menor indicará que o contaminante é não graxo, como por exemplo óleo mineral. Em pequenas oficinas de capacitação o teste volumétrico é ensinado nas comunidades e muito bem assimilado, com soluções preparadas em laboratórios que duram até um ano. Estes testes simples podem evitar que o óleo-resina contaminado sejam aceitos nas associações e cooperativas que comercializam esse óleo sem a necessidade de um laboratório completo de analise.

UTILIZAÇÃO POPULAR

As utilizações da medicina tradicional para o óleo-resina de copaíba são muitas e indicam uma grande variedade de propriedades farmacológicas. É muito usado como cicatrizante e antiinflamatório para tratar infecções nas vias respiratórias e urinárias. É conhecido como um antibiótico natural altamente eficaz contra bactérias grama-positivas. No processo industrial-cosmético é utilizado como um componente de fragrância em perfumes e em preparações de cosméticos como sabões e cremes por suas propriedades antibactericidas, antiinflamatórias e emolientes.

ECOLOGIA

Existem várias espécies de copaíba e embora apresentem algumas diferenças botânicas, todas são atribuídas a mesma utilização medicinal-cosmética. A copaíbeira é adaptada a uma grande variedade de ambientes, ocorre em florestas tanto de terra firme como nas áreas alagadas, pode alcançar de 25 a 40 metros de altura e viver até 400 anos.

O processo de extração do óleo-resina de copaíba ainda é artesanal. Com um furador, perfura-se a árvore a 60 ou 70 centímetros do chão, até o centro do caule. Em seguida, coloca-se um cano embaixo do orifício para que o óleo escoe até um recipiente colocado no chão. Deixa-se o óleo escorrer por alguns dias, e ao final da colheita, o orifício é vedado com argila para impedir a infestação da árvore por fungos ou cupins.
Recomenda-se que o óleo seja extraído de árvores com mais de 10 anos de idade e com um diâmetro maior do que 40 cm, em dois a três coletas por ano. Este processo é denominado extração racional. O rendimento médio de cada árvore adulta é de 0,5 a 2,0 litros por árvore por coleta, durante o período de 7 a 10 dias de gotejamento.
A germinação das sementes é rápida, porém, é uma árvore com taxas de crescimento lento alcançando apenas 50 cm por ano.

REFERÊNCIAS UTILIZADAS

FERREIRA, F. H. (1999): Potencial de extração e comercialização do óleo-resina da copaíba (Copaífera spp.), um estudo de caso na Floresta Estadual do Antimarí, Acre. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais), Universidade Federal do Acre, Rio Branco, 54 p.

http://odontologika.uol.com.br/copaiba.htm (acessado 11/11/2009)

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MORAIS, L. R. B.: Formas Simples de Capacitação de Comunidades Amazônicas, Cartilhas de Capacitação Amazon Velas – Curupira da Amazonia, material distribuído gratuitamente em cursos de capacitação em comunidades que fornecem produtos.

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